RINOPLASTIA SECUNDÁRIA

Cirurgia Plástica Landecker

Curiosidades

Cirurgia Plástica Landecker

A rinoplastia secundária é definida como uma cirurgia que visa corrigir defeitos estéticos e/ou funcionais que resultaram de uma rinoplastia prévia. A realização de uma rinoplastia secundária depende do grau de insatisfação do paciente com o resultado e principalmente se os tecidos locais permitem um conserto satisfatório. Embora seja possível corrigir a maioria dos problemas, alguns pacientes possuem condições (especialmente em relação à pele e a mucosa interna do nariz) que tornam a situação inoperável.

Devido à complexidade da cirurgia, alguns recomendam que ela seja realizada apenas por um especialista em rinoplastia estruturada. Para identificar um especialista em rinoplastia estruturada, os seguintes fatores são importantes:

1. Formação: procure saber em qual universidade/hospital ela foi realizada.
2. Especialização: por tratar-se de uma cirurgia complexa, investigue se o médico é especialista em rinoplastia.
3. Sociedades: o médico é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica? Caso seja um otorrinolaringologista, o mesmo também deve ser bem formado.
4. Currículo: participação em Congressos, apresentação de trabalhos sobre esta cirurgia.
5. Local da Cirurgia: Onde o médico opera? Procure médicos que operam em hospitais e/ou clínicas que ofereçam total segurança.
6. Resultados: Procure pacientes que o médico já operou e pergunte sobre o grau de satisfação com o resultado e o tratamento.

Recentemente, com a popularização da Internet, surgiram sites onde constam informações sobre a rinoplastia estruturada. Muitos utilizam estratégias de marketing agressivas e anunciam especialistas em rinoplastia estruturada, visando angariar clientela e a autopromoção ao invés de priorizar a informação ao leitor. Por isso, é fundamental que o paciente escolha o médico somente após uma minuciosa análise do currículo e especialmente após realizar uma consulta formal com o cirurgião. A realização da cirurgia com médicos sem a formação adequada em rinoplastia estruturada pode trazer graves transtornos e complicações que podem ser impossíveis de corrigir.

Existem vários motivos (muitos não dependentes do médico) que podem contribuir para o insucesso da rinoplastia, indicando a realização de uma rinoplastia secundária:

  • Pacientes com características desfavoráveis (ex. pele muito grossa, pele fibrótica devido a cirurgias prévias/preenchimentos, pele aderida ao esqueleto nasal, forro nasal insuficiente, grandes perfurações septais, etc).
  • Inabilidade de entrar em sintonia com o médico em relação às queixas, expectativas e quanto ao resultado efetivamente possível em cada caso.
  • Expectativas não realistas por parte do paciente.
  • Inabilidade por parte do médico de diagnosticar os problemas funcionais e/ou estéticos do nariz do paciente.
  • Má execução técnica da cirurgia.
  • Colocação errada do curativo.
  • Trauma sobre o nariz após a cirurgia.
  • Resposta imprevisível do paciente, especialmente em relação à produção de tecido de cicatrização (fibrose). Ação das forças respiratórias sobre o esqueleto do nariz.
  • Formação de uma ou mais dobras de cartilagem, causada(s) pela contração do tecido de cicatrização que sempre se forma após a cirurgia.
  • Escultura imprecisa ou assimétrica das cartilagens da ponta.
  • Desalinhamento das cartilagens da ponta, fazendo com que uma parte da cartilagem se insinue contra a pele e seja visível e/ou palpável.
  • Proliferação local de fibrose e/ou resposta inesperada do corpo (cicatrização) do paciente. Um exemplo é a reabsorção de enxertos de cartilagem.
  • Afinamento da pele ao longo dos anos após a cirurgia, levando à visibilidade de irregularidades e/ou dos contornos das cartilagens. Este fenômeno se chama esqueletização.

ASPECTOS PSICOLÓGICOS

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Do ponto de vista psicológico, os pacientes que procuram a rinoplastia primária ou a rinoplastia secundária devem entender que não existe nariz perfeito. Todos nós temos defeitos que seriam facilmente apontados por um especialista em rinoplastia. Por isso, o paciente deve encarar a cirurgia como uma maneira de melhorar o formato do seu nariz. Portanto, o resultado deve ser analisado como um todo: se o paciente analisar cada milímetro do nariz operado, ficará extremamente estressado após a cirurgia! A perfeição em rinoplastia pode até ser atingida, mas é pouco provável pois trata-se de uma cirurgia muito difícil e cujas forças pós-operatórias (como o tecido de cicatrização) não estão sob o controle do cirurgião. O grande inimigo desta cirurgia é a fibrose que se forma após a rinoplastia e que tende a puxar as cartilagens e/ou gerar deformidades de contorno. Por isso, é muito importante que o médico saiba utilizar as técnicas corretas de rinoplastia estruturada para tentar evitar o efeito deletério desta fibrose. Mas mesmo assim há risco do resultado ser desfavorável se o corpo responder de uma forma inesperada.

Para o médico, a rinoplastia secundária é um desafio. E não somente devido à dificuldade técnica da cirurgia! Infelizmente, grande parte dos pacientes que procura a rinoplastia secundária demonstra emoções de frustração, depressão e ocasionalmente raiva em relação ao profissional responsável pela realização da(s) rinoplastia(s) prévia(s). Por isso, é importante que o especialista em rinoplastia estruturada seja atencioso, saiba ouvir e ofereça conforto ao paciente. Esta abordagem deve ser absolutamente ética, sem críticas ao profissional responsável pela realização da rinoplastia prévia e especialmente sem o oferecimento de resultados inatingíveis. A análise do caso deve ser realista, mostrando exatamente ao paciente os potenciais benefícios e as limitações da rinoplastia secundária proposta. Afinal, o tratamento será executado utilizando estruturas já abordadas cirurgicamente e, por isso, sem as condições ideais.

PLANEJAMENTO CIRÚRGICO

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Na rinoplastia secundária, o objetivo deve ser a produção de um nariz “individualizado”, que combine naturalmente com a face e a etnia do paciente. Por isso, antes da cirurgia, alguns médicos realizam estudos matemáticos detalhados das proporções do nariz em relação à face de cada paciente e criam o planejamento cirúrgico baseado nestes resultados e no senso estético. Este sistema de analise/planejamento, desenvolvido utilizando modelos fotográficas como referência, pode ajudar a evitar a produção do “mesmo nariz para todos os pacientes”, uma queixa antiga em pacientes submetidos a esta cirurgia pela técnica tradicional. Atualmente, a simulação computadorizada pode ser usada para mostrar ao paciente o que deve ser corrigido e como isto pode ser feito. Por questões de ética, o paciente deve ser informado de que esta ferramenta é apenas educativa e que não constitui uma promessa em relação ao resultado. Os desenhos aprovados pelo paciente podem ser levados à sala de cirurgia, servindo como referência para o cirurgião realizar a rinoplastia estruturada. Este sistema pode ajudar a estabelecer uma boa sintonia entre o cirurgião e o paciente (fator fundamental para que as expectativas do paciente sejam atingidas), podendo oferecer resultados cada vez mais naturais e podendo minimizar a chance de insatisfação estética após a rinoplastia secundária.

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